Bancos digitais são mais seguros que bancos tradicionais?

Bancos Digitais são seguros ?

Com a chagada da Internet e sua popularização, praticamente tudo pode ser feito online hoje.

Compras e vendas de produtos diversos, leilões e entregas de documentos são algumas das opções (para citar poucas).

Há algum tempo os Bancos Tradicionais como BradescoItaúCaixaSantander, entre outros, já fornecem serviços digitais “via internet” para seus clientes há alguns anos.

Agora, um novo produto começou a aparecer: É o Banco Digital.

Este é um grupo das chamadas Finitecs.

Em tempo: Fintech (do inglês: finance and technology) é o termo utilizado para as inovações e o uso de novas tecnologias por empresas do setor financeiro para a entrega de serviços financeiros[1]. O uso de smartphones para o uso de bancos móveis e a possibilidade de realizar investimentos são exemplos da aplicação da tecnologia que tornam o acesso a serviços financeiros e bancários mais acessíveis à população.[2] O termo engloba tanto startups quanto companhias financeiras já estabelecidas no mercado[3], que procuram substituir ou melhorar seus serviços com a aplicação de tecnologias.
(fonte: wikipedia)

Dentre os Bancos Digitais podemos citar os mais fortes hoje como: NeonBanco InterNubank.

Estes são bancos que operam de forma digital, ou seja, sem a necessidade do cliente ir à agência (fisicamente).

Outros benefícios são: Tarifas de manutenções de conta e cartões de crédito com mensalidades mais baratas (ou isentas no caso do Nubank e Inter)

Recentemente, dois episódios da (falha de) segurança envolvendo dois destes bancos trouxe à tona esta questão: Os Bancos Digitais são seguros?

Leia sobre o problema de segurança no Banco Neon aqui. E também sobre a intervenção do Banco Central no Banco Neon aqui.

A segurança envolvida

Os mais interessados na segurança são os próprios bancos, porém nenhum sistema de segurança no mundo é 100% seguro.

Todo sistema pode ser seguro hoje, porém esta não é necessariamente uma verdade para o amanhã.

Tive um professor na faculdade que sempre disse: Se alguém fez uma muralha, alguém é (ou será) capaz de destruí-la.

Por isso, em outra vertente, mas neste mesmo contexto vemos quase que diariamente as atualizações no Windows, no seu iPhoneAndroidMac, etc.

Estas atualizações são, em suas maiorias, correções de brechas de segurança ou falhas GRITANTES encontradas em sistemas que até hoje eram ditos como “100% seguros”.

Mas, claro, temos que separar as coisas. Qual o orçamento de um Banco X (físico, leia Itaú, Bradesco, etc) e um Banco que acabou de nascer (Inter, Neon, etc). Não trabalho nem nunca trabalhei em nenhum deles, mas tenho certeza que a diferença de orçamento para segurança é gigantesca.

O que sempre acontece em relação à segurança é um investimento na estrutura, nos sistemas de firewalls, busca por falhas, tudo isto com o propósito do sistema chegar o mais próximo possível dos 100% seguro.

O próprio Citibank teve um caso em 2011 de uma falha de segurança muito grave em seu sistema, onde foram invadidas cerca de 360 mil contas. Você pode ler a matéria completa aqui.

Mas e meu dinheiro, fica seguro nos bancos digitais ?

A princípio, vejo estes problemas que aconteceram com os Bancos Digitais como “problemas pontuais” que poderiam ter acontecidos em qualquer banco, sendo digital ou não.

O que tem que ser visto a partir de hoje são as medidas que os responsáveis por estes bancos tomarão agora para evitar novos problemas. Acompanharemos isto nos próximos meses…

De pronto, o Banco Central já resolveu liquidar o Banco Neon, que na prática não encerrará o banco, caso o mesmo arrume outro parceiro que injete dinheiro para que o banco volte a operar.

E todo seus clientes não perderão nada, até porque o Banco Central garante pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) até 250 mil reais.Veja um artigo que explica quais valores estão garantidos pelo FGC aqui.

O que vem por aí

Acredito que os Bancos Digitais vieram para ficar, e com certeza deram uma agitada no sistema bancário.

Qualquer competição no livre mercado é sempre bem-vinda, e a tendência é que o consumidor seja quem saia no lucro.

Os bancos no Brasil arrumaram um jeito de ganhar “de todos os lados” das operações e acabamos sendo lesados de todas as formas.

Inclusive, até por ser uma novidade, casos de problemas de segurança são tratados de formas diferentes. Se o mesmo caso acontecesse em um banco físico, seria tratado de uma forma completamente diferente.

Aliás, já são feitos desta forma.

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