Em um post publicado em 3 de novembro, a Microsoft afirmou que o Windows 11 ficou até 20% mais responsivo em PCs com 8 GB de RAM e até 40% mais rápido em multitarefa. No mesmo texto, a empresa promove notebooks de entrada para as compras de fim de ano.
O que a Microsoft promete
Segundo Pavan Davuluri, chefe de Windows e dispositivos, o sistema agora mantém até 2 GB a mais de dados ativos na memória, em vez de empurrá-los para o armazenamento mais lento. A multitarefa teria um crescimento de memória comprometida até 900 MB menor. O Microsoft 365 economizaria 360 MB, os Widgets cerca de 200 MB (só carregam quando abertos) e o Edge passa a suspender abas inativas após 15 minutos, contra duas horas antes.
O teste dos 40% usou 20 abas no Edge, vídeo 4K, arquivos grandes do Office e Outlook em um HP OmniBook 3 com 8 GB e Snapdragon X Plus. A própria Microsoft diz que não é um benchmark. Os ganhos exigem o Windows 11 26H2, build 26300.9818 ou superior, mais Edge, Microsoft 365 e Teams atualizados.
Os 8 GB continuam sendo o limite
O requisito mínimo oficial do Windows 11 segue em 4 GB. PCs Copilot+ exigem 16 GB. A própria Microsoft admite que modelagem 3D, edição de vídeo e processamento de dados rendem mais com 16 GB ou mais. A PCMag, em agosto, testou máquinas de 8 GB e recomendou não comprá-las.
Há também o pano de fundo do preço: a DRAM encareceu com a demanda por memória para IA, e a TrendForce prevê alta de 10% a 15% no quarto trimestre. A Microsoft destaca um PC de 8 GB a partir de US$ 429 no Walmart e ofertas semanais na Best Buy e no Microsoft.com até 25 de dezembro, nos EUA. O valor exato do desconto não aparece no texto oficial; o Neowin cita até US$ 200, número que não consegui confirmar na fonte da empresa.
Na prática, 8 GB servem para navegador, Office e vídeo. Se você costuma deixar muitas abas e programas abertos, 16 GB continuam sendo a escolha mais segura. Veja o post oficial e a cobertura do Neowin.










