A Microsoft adicionou ao Windows 11 o suporte ao Intel APX (Advanced Performance Extensions), uma extensão que dobra os registradores de uso geral do processador. O recurso foi encontrado pelo entusiasta Xeno no build 29695.1001, do canal Experimental (Future Platforms), possivelmente ligado ao futuro Windows 11 27H2. É um teste: nada disso chega ao usuário comum agora.
Sumário
O que o APX melhora
Hoje, processadores x86-64 trabalham com 16 registradores de uso geral. O APX leva esse número a 32. Com mais espaço dentro do chip, o processador precisa buscar menos dados na memória RAM, que é bem mais lenta. Também entram instruções de três operandos e outras otimizações.
A Intel estima, em simulação com o benchmark SPEC CPU 2017 Integer, cerca de 10% menos leituras de memória, mais de 20% menos gravações e 10% menos instruções. Um detalhe importante: o ganho só aparece em programas recompilados para usar o APX. Não há melhora automática em jogos ou em apps já instalados.
Quais PCs serão afetados
Só máquinas com APX no silício. O único chip confirmado publicamente é o Xeon “Diamond Rapids”, para servidores, previsto para 2027. Nenhum processador para PCs domésticos foi confirmado, e os Core Ultra atuais não têm o recurso. Chips AMD não são afetados.
Como ativar e quando chega ao Brasil
No build experimental, existe uma opção em configurações de desenvolvedor chamada Let Windows use APX for better performance, que exige reinício. Ela só faz diferença em hardware compatível e exige participar do canal Experimental do Programa Windows Insider, que não é indicado para o PC do dia a dia.
A Microsoft não citou o APX nas notas oficiais do build e não anunciou data. A distribuição do Windows é global, então o Brasil não deve ter tratamento diferente, mas qualquer previsão (como 2027, com o 27H2) é especulação. Enquanto isso, a atualização estável é o Windows 11 26H2.
Fontes: Neowin, notas do build e Intel.










