O chefe da divisão Windows, Pavan Davuluri, admitiu que o custo crescente da memória levou a Microsoft a trabalhar para fazer o Windows 11 consumir menos RAM. A empresa colocou a “otimização de memória para 8 GB ou mais” como prioridade oficial até o fim de 2026.
Sumário
Por que a memória entrou no foco
O preço da RAM subiu de forma significativa, o que está levando as fabricantes a trazerem de volta notebooks com 8 GB de memória — uma configuração que tinha ficado para trás. Se o hardware vai ficar mais enxuto, o sistema precisa acompanhar.
O que a Microsoft está fazendo
Os esforços passam pelo gerenciador de memória, pela compressão de memória e por versões mais leves de componentes como o WinUI 3 e o WebView2. A ideia é deixar o sistema base mais leve, de forma que os recursos opcionais — incluindo os de IA — só consumam RAM quando você realmente os usar.
Davuluri também prometeu “melhor escolha e controle do usuário sobre IA”, o que indica que dá para desativar o que não se usa e economizar recursos.
A polêmica dos 8 GB
Aqui mora uma contradição que merece atenção. Enquanto a Microsoft otimiza o sistema para 8 GB, outras análises apontam que 8 GB não serão suficientes — e as duas coisas podem ser verdade ao mesmo tempo. Os recursos de IA mais pesados, como Copilot+ e Recall, continuam pedindo 16 GB para funcionar bem.
Em outras palavras: o sistema base está ficando mais leve e deve rodar melhor em máquinas com 8 GB para tarefas do dia a dia, como navegar e usar o Office. Mas quem quer a experiência completa de IA ou faz multitarefa pesada continua precisando de 16 GB ou mais.
O que esperar
Na prática, a promessa é de um Windows mais eficiente, especialmente para os notebooks mais baratos que voltaram ao mercado. As melhorias devem chegar gradualmente, junto com as próximas atualizações do Windows 11. Se o seu PC já tem 16 GB, você dificilmente vai notar diferença — o ganho é maior para quem tem menos memória.










