A Microsoft atualizou, sem alarde, a documentação do Pluton: a partir do silício lançado em 2026, o processador de segurança deixa de fazer o papel de TPM em plataformas AMD e Qualcomm. A informação foi destacada pelo Neowin e consta na página oficial da Microsoft.
Sumário
O que exatamente mudou
O TPM é o chip que guarda chaves de criptografia e dá suporte a recursos como BitLocker e Windows Hello. Em alguns PCs recentes, essa função era entregue pelo Pluton, um coprocessador que a Microsoft criou junto com AMD, Intel e Qualcomm e anunciou em 2020.
Agora, segundo a documentação, o TPM 2.0 nesses chips novos virá do firmware TPM (fTPM) do fabricante ou de um TPM discreto, ou seja, um chip separado na placa. A Microsoft afirma que a mudança vale só para plataformas novas de 2026 em diante.
O Pluton em si não sai de cena. O texto diz que a alteração afeta apenas a função de TPM; o coprocessador continua presente e suportado.
Isso é um novo tipo de segurança? Vem aí um novo Windows?
Não há indício disso. Não existe um “TPM 3.0” nem um Windows 12 anunciado. A mudança é de arquitetura de hardware: o mesmo requisito de segurança passa a ser cumprido por outro componente. O Windows 11 continua exigindo TPM 2.0, e recursos como BitLocker e Windows Hello seguem suportados.
Quem é afetado e quando
Quem já tem um notebook ou desktop não precisa fazer nada. A Microsoft diz que máquinas com chips AMD ou Qualcomm de 2025 ou anteriores, que saíram de fábrica com Pluton como TPM, continuam totalmente atendidas e suportadas.
O efeito aparece só em PCs novos com chips de 2026 em diante. Quem compra para empresas deve olhar a ficha técnica: o selo “Pluton” não indica mais, sozinho, de onde vem o TPM. A própria Microsoft ainda divulga o Surface com Snapdragon X2 como “Pluton com TPM 2.0”, enquanto fabricantes como a ASUS listam fTPM e Pluton separadamente.
O que não foi explicado
A Microsoft não disse por que mudou. Custo, desempenho, certificação e questões de segurança são hipóteses, nenhuma confirmada. O Neowin afirma ter procurado a empresa, sem resposta até a publicação.
Há ainda uma imprecisão no título que circulou: a documentação cita AMD e Qualcomm como as plataformas que deixam de usar o Pluton como TPM, e apenas menciona que, na Intel, o TPM 2.0 já vem de fTPM ou chip discreto. Não está claro que a Intel tenha mudado de arranjo.
Para quem administra frotas, um cuidado prático: em equipamentos cujo firmware permite trocar a fonte do TPM, a troca equivale a um TPM novo, e chaves seladas, como as do BitLocker, podem deixar de abrir. Guarde a chave de recuperação antes de mexer nessa configuração.










