A Microsoft anunciou que o Edge será o primeiro navegador a usar o lançamento acelerado de apps do Windows 11. Segundo a empresa, o navegador abre cerca de 15% mais rápido no uso comum e até 33% quando o PC está sobrecarregado de tarefas.
Sumário
O que muda por trás da abertura
Até agora, ao clicar no ícone ou em um link, o Windows iniciava um processo intermediário só para descobrir se o Edge já estava rodando e, se estivesse, repassar o pedido. Com muitos programas abertos, esse desvio pesava e o navegador parecia lento.
No novo modelo, o Edge se registra no sistema quando inicia. Nas próximas aberturas, o Windows avisa direto a instância que já existe, sem o intermediário. O ganho aparece no Menu Iniciar, na barra de tarefas e em links configurados para abrir no Edge. A Microsoft estuda estender isso a PDFs.
Requisitos e disponibilidade
Você precisa do Edge 150 ou superior e do Windows 11 25H2, 26H2 ou 26H1 com a atualização opcional de outubro de 2026 (KB5127936) ou posterior. A liberação é gradual, então pode demorar a aparecer mesmo com tudo instalado. A Microsoft também afirma que vai doar o código ao Chromium, o que abre caminho para Chrome, Brave e Opera ganharem a mesma melhoria.
Isso muda a fatia de mercado do Edge?
Dificilmente. Pelos dados do StatCounter de setembro de 2026, o Edge tem 14,64% do desktop mundial, contra 65,09% do Chrome. Somando todos os dispositivos, são 6,04%. No Brasil, o Chrome tem 77,10% no total e o Edge, 7,67%; só no desktop brasileiro, o Edge sobe para 12,04%. A métrica é de visualizações de página, o que favorece quem navega muito.
Milissegundos na abertura raramente mudam o hábito de alguém. O que move esses números é o navegador padrão do sistema e as políticas das empresas, e nisso o Edge já joga em casa. Para o usuário comum, o benefício é real, mas modesto: um PC cheio de abas e programas deixa de engasgar na hora de abrir o navegador.
Detalhes técnicos estão no blog do Edge, e a notícia foi destacada pelo Neowin. Os números de mercado vêm do StatCounter.










