O Ubuntu 26.10 “Stonking Stingray” foi lançado em 15 de outubro de 2026. É um lançamento intermediário, com nove meses de suporte, mas traz marcos que importam para o futuro da distribuição: a migração completa dos utilitários básicos para Rust e a verificação de pacotes com assinatura pós-quântica.
Sumário
Rust coreutils chega a 100%
cp, mv e rm — os últimos utilitários GNU mantidos por compatibilidade — foram migrados para a implementação em Rust, o uutils. Com isso, a migração para Rust coreutils chega a 100%. A vantagem é prática: garantias de segurança de memória em tempo de compilação, reduzindo uma classe inteira de falhas que antes dependia de auditoria manual.
No mesmo sentido, o Sequoia PGP, uma implementação OpenPGP em Rust, passa a verificar as assinaturas dos repositórios APT no lugar do GnuPG. Há suporte a tokens quantum-safe via openCryptoki, com ML-DSA e ML-KEM. É uma resposta direta à ameaça de computadores quânticos quebrarem a criptografia atual.
GNOME 51, voz offline e mais
O desktop sobe para o GNOME 51, com foco em desempenho do Mutter e um novo popup de ancoragem de janelas ao arrastar. O App Center ganha visão unificada de snaps e debs e uma página dedicada de drivers, incluindo ramos da NVIDIA. O kernel é o Linux 7.3.
A novidade que mais chama atenção é o Myna, um reconhecimento de fala que roda localmente, sem enviar áudio para a nuvem. É um preview tecnológico, opcional e não pré-instalado; a expectativa é que venha por padrão no Ubuntu 28.04 LTS. Há ainda imagens de desktop para RISC-V e builds otimizados amd64v3, que exigem CPUs com AVX2 ou superior.
Para quem vale a pena atualizar
O Ubuntu 26.10 é indicado para entusiastas, desenvolvedores e quem tem hardware muito recente — Zen 6, Nova Lake, RISC-V — que se beneficiam de kernel e toolchains novos. Para empresas, servidores e produção, o 26.04 LTS continua sendo a escolha recomendada: o ciclo de nove meses não compensa uma migração anual. O suporte termina em julho de 2027.
Vale registrar uma limitação: sistemas com criptografia de disco via TPM não conseguem atualizar do 26.04 no dia do lançamento; a Canonical prevê habilitar isso ao longo do ciclo. E o OpenSSH foi dividido — quem usa Kerberos precisa instalar o pacote openssh-gssapi à parte.










