O AV2, codec de vídeo aberto que sucede o AV1, saiu do papel. A Alliance for Open Media (AOMedia) afirmou em 22 de outubro de 2026 que o Chrome já demonstra reprodução e que YouTube, Netflix e Prime Video avaliam o formato. A promessa é cerca de 30% mais eficiência de compressão que o AV1: a mesma qualidade com menos banda, ou mais qualidade no mesmo bitrate.
Sumário
O que já tem data
A especificação AV2 v1.0 foi publicada em junho de 2026. O YouTube é o único que cravou uma janela: streams AV2 na web a partir do início de 2027, com decodificação por software. Amazon, Apple, Netflix e fabricantes de TV não divulgaram cronograma. A Meta diz que pretende adotar, sem data.
“Demonstrar a reprodução de AV2 no Chrome é um passo inicial empolgante rumo a um vídeo melhor na web”, disse Jim Bankoski, vice-presidente de engenharia do Google Chrome.
Por que o ganho não chega logo
O AV2 usa a mesma arquitetura híbrida por blocos do AV1, mas com um bitstream novo. Decodificadores AV1 não leem AV2. Hoje nenhum aparelho decodifica o formato em hardware. Blocos licenciáveis para fabricantes de chips existem desde junho, e os primeiros SoCs devem aparecer em 2027, com volume em TVs e celulares só em 2028.
Até lá, a decodificação roda no processador. Estimativas de Jean-Baptiste Kempf, da VideoLAN, apontam complexidade cerca de cinco vezes maior que a do AV1, o que pesa em bateria e CPU. O único encoder disponível é o de referência, o AVM, lento. A Intel trabalha no SVT-AV2.
Para quem importa
Para o espectador comum, a mudança será quase invisível em 2027, com o navegador caindo para AV1 quando o AV2 não for viável. Para quem publica vídeo, o AV1 segue como escolha de produção. O AV2 continua livre de royalties, ao contrário do HEVC, e traz recursos como fluxos escaláveis, múltiplos ângulos num só stream e melhor suporte a HDR, realidade aumentada e conteúdo de tela.
Fontes: AOMedia, comunicado de 22/10 e Neowin.










