O Google apresentou nesta semana o Nano Banana 2.1, a nova versão do seu modelo de geração e edição de imagens por inteligência artificial. O lançamento chega como evolução do Nano Banana 2 (também chamado de Gemini 3.1 Flash Image) e promete três avanços principais: mais qualidade visual, edição por máscara e maior consistência de personagens e objetos entre diferentes imagens.
Sumário
O que há de novo no Nano Banana 2.1
Segundo o model card publicado pelo Google DeepMind, o Nano Banana 2.1 é baseado no Gemini 3.6 Flash e chega com o identificador gemini-nano-banana-2.1 já em disponibilidade geral na API. Entre as novidades, a edição por máscara permite modificar apenas uma região específica da imagem, sem precisar regenerar a cena inteira — útil para ajustes pontuais em fotos e artes.
O modelo também evoluiu na consistência de sujeito: personagens e objetos mantêm aparência mais fiel entre edições sucessivas e em conversas com múltiplos turnos. A ferramenta suporta até 14 imagens de referência em uma única geração, preservando a identidade de até 4 personagens e a fidelidade de até 10 objetos ao mesmo tempo. Outras melhorias incluem renderização de texto mais nítida, maior precisão em infográficos e correção de artefatos visuais em formatos de imagem bem largos ou bem altos, como 1:8 e 8:1.
Preço menor e onde encontrar o recurso
Na API para desenvolvedores, o custo por imagem gerada em resolução 1K caiu para cerca de metade do valor cobrado pelo Nano Banana 2 — de US$ 0,067 para US$ 0,0336. O novo modelo já está disponível no aplicativo Gemini, no modo IA da Busca Google, no Google AI Studio, no Google Flow, no Stitch e também para clientes empresariais via Gemini Enterprise Platform.
O Google recomenda que desenvolvedores migrem logo para a nova versão: o modelo anterior, Nano Banana 2 (Gemini 3.1 Flash Image), será desativado em 29 de outubro de 2026.
Limitações que ainda existem
Apesar dos avanços, o próprio model card do DeepMind reconhece pontos fracos. Textos pequenos ainda saem borrados em imagens de 1K, e parágrafos longos continuam sendo um desafio para o modelo renderizar com nitidez. A consistência de personagem também não é perfeita em todos os casos, e o sistema pode confundir posições espaciais, como esquerda e direita, em cenas mais complexas. Todas as imagens geradas recebem a marca d’água invisível SynthID, usada pelo Google para identificar conteúdo criado por IA.
Para quem já usa Nano Banana em fluxos de trabalho de design, marketing ou edição de fotos, a atualização chega como uma opção mais barata e, segundo os números divulgados pelo Google, com qualidade de edição superior à versão anterior — sem exigir mudanças na forma de uso, já que o acesso segue pelos mesmos canais do Gemini.
Mais detalhes técnicos estão disponíveis no model card oficial do Google DeepMind e na documentação da Gemini API.










